Revolução solar
Uma vez por ano o Sol volta ao grau exato que ocupava quando você nasceu. O mapa desse minuto, calculado para o lugar onde você passa o aniversário, é a revolução solar, e a astrologia o lê como o mapa do ano que começa.
É calculado com os dados de nascimento guardados neste aparelho, e nada é enviado para lugar nenhum.
O mapa do ano
O mesmo minuto, ano após ano
Por que nem sempre cai no aniversário
O ano do calendário tem 365 dias e o do Sol cerca de 365 dias, 5 horas e 49 minutos. Por isso o momento em que o Sol volta ao seu grau chega quase seis horas mais tarde a cada ano, passa para o dia seguinte e volta um dia sempre que aparece um 29 de fevereiro. O desenho acima mostra esse serrote para o seu próprio grau. Para quem nasceu perto da meia-noite, a revolução muitas vezes cai na véspera ou no dia seguinte ao aniversário.
Por que o lugar importa
O minuto é o mesmo no planeta inteiro. O mapa não: o ascendente e as casas dependem de onde você está, então uma revolução calculada para São Paulo e outra para Manaus compartilham o grau de cada planeta e pouco mais. Alguns astrólogos usam todo ano o lugar de nascimento, e a maioria usa o lugar onde o aniversário é de fato passado. No Brasil é conhecida a prática de viajar no aniversário em busca de uma revolução com outro ascendente; ela é descrita aqui, não recomendada nem desaconselhada. A página usa o lugar que você informar, e começa pelo que está guardado neste aparelho.
Como é lida
O ascendente da revolução, a casa em que cai o Sol e qualquer planeta perto de um dos quatro ângulos são as partes em torno das quais a revolução é tradicionalmente lida, como um retrato do assunto do ano. Essa é a prática, descrita aqui. Nada nesta página prevê o que o ano vai trazer.
Como a página encontra o minuto
Ela parte da longitude do Sol no mapa natal guardado neste aparelho. Para o ano escolhido, pega os oito dias em torno do aniversário, quatro antes e quatro depois, dentro dos quais o Sol precisa cruzar aquele grau, e divide o intervalo ao meio quarenta e quatro vezes, o que fixa a passagem com precisão muito maior que um segundo. O momento é arredondado ao minuto e um mapa completo é calculado para ele no lugar informado, com casas Placidus como no mapa natal, ou com signos inteiros nas latitudes em que Placidus não pode ser traçado. O horário aparece pelo relógio desse lugar quando o fuso é conhecido, e pelo relógio deste aparelho quando não é.
Lendo o resultado, com um exemplo
Abaixo da roda a página destaca quatro coisas: o ascendente da revolução, a casa em que cai o Sol, o signo e a casa da Lua, e qualquer planeta a menos de cinco graus do ascendente, do descendente, do meio do céu ou do fundo do céu.
Digamos que o Sol estava a 14°20′ de Leão no nascimento, e que no ano escolhido ele volta a esse grau às 21:40 de 6 de agosto pelo relógio de São Paulo. Calculada para Manaus, o mesmo instante é 20:40 de 6 de agosto, e para Lisboa, 01:40 de 7 de agosto. Cada planeta mantém o seu grau, mas outra parte do zodíaco está nascendo, e as casas e os ângulos se movem com ela. O desenho abaixo do mapa mostra o mesmo aniversário ao longo de dezesseis anos: a cada ano o minuto chega cerca de seis horas mais tarde, até que um 29 de fevereiro o puxa de volta.
Hora de nascimento e outros detalhes
A revolução é tão exata quanto a hora de nascimento. O Sol anda cerca de um grau por dia, então uma hora de nascimento errada em uma hora desloca o grau natal em uns dois minutos e meio de arco e a revolução em cerca de uma hora. Sem hora de nascimento a página usa o meio-dia, e a revolução pode errar em até meio dia: o bastante para mudar o ascendente, as casas e a posição da Lua, embora os planetas lentos se mantenham.
Quem nasceu em 29 de fevereiro também tem revolução todo ano, porque a página procura o grau do Sol e não a data. E uma revolução logo depois da meia-noite num lugar cai logo antes da meia-noite em outro mais a oeste, então a data atribuída a ela depende do relógio usado.
O mapa natal de onde a página parte está na página inicial, e o ascendente de que ela depende é explicado em Ascendente. A revolução lunar faz para cada mês o que esta página faz para cada ano, e Retornos acompanha as voltas mais lentas de Júpiter, Saturno e dos nodos.
Perguntas frequentes
O que é a revolução solar?
É o mapa calculado para o momento em que o Sol volta ao grau e ao minuto exatos de longitude que ocupava quando você nasceu, o que acontece uma vez por ano, a um dia ou menos do aniversário. Também é chamado de retorno solar. A astrologia o lê como um retrato do ano que vai de um aniversário ao seguinte. Esta página encontra esse minuto para qualquer ano e monta o mapa para o lugar que você escolher.
Por que a minha revolução solar não cai no dia do aniversário?
O ano do calendário tem 365 ou 366 dias, mas o Sol leva cerca de 365 dias, 5 horas e 49 minutos para voltar ao mesmo grau. O momento atrasa quase seis horas a cada ano e volta um dia depois de cada 29 de fevereiro, então para quem nasceu perto da meia-noite ele muitas vezes cai na véspera ou no dia seguinte. O fuso horário também conta: o mesmo instante pode ser outra data em Manaus e em Lisboa.
Onde passar a revolução solar?
Os astrólogos não concordam. Alguns calculam a revolução sempre para o lugar de nascimento, a maioria para onde o aniversário é de fato passado, e há quem viaje para que um signo escolhido esteja no ascendente ou um planeta fique sobre um ângulo, a chamada revolução relocada. Os graus dos planetas são os mesmos em qualquer lugar; só mudam o ascendente, as casas e os ângulos. Esta página mostra o mapa para o lugar que você digitar e não recomenda nenhum.
Preciso da hora de nascimento para a revolução solar?
Para as casas e o ascendente, sim. Sem hora de nascimento a página usa o meio-dia, e o grau do Sol no nascimento pode errar em até meio grau, o que desloca a revolução em até umas doze horas. Isso basta para mudar o ascendente, todas as casas e a posição da Lua. Os signos dos planetas lentos se mantêm.