A forma de um mapa
Antes de ler cada planeta separadamente, os dez juntos desenham uma forma no círculo: apertados, divididos em dois, espalhados por igual. Esta página encontra essa forma e mostra as medidas por trás dela.
Qual é a forma
Elementos e modalidades
As sete formas
O astrólogo americano Marc Edmund Jones classificou os mapas pelo padrão que os planetas formam, em 1941. Os nomes em português são traduções dos dele e mudam um pouco de um livro para outro. No feixe (bundle) todos os planetas ficam dentro de um terço do círculo, e na tigela (bowl), dentro da metade. O balde (bucket) é uma tigela com um planeta sozinho do outro lado, na parte vazia: a alça. A locomotiva deixa um terço vazio. A gangorra (seesaw) separa os planetas em dois grupos com dois trechos vazios entre eles. O respingo (splash) espalha os planetas pelo círculo inteiro, e o leque (splay) junta os planetas em grupos desiguais que não se encaixam em nenhuma das formas mais organizadas.
Como é medida
A página ordena as dez longitudes e mede cada trecho vazio entre vizinhos. O mais largo decide a maioria das formas: os dez dentro de 120 graus é um feixe, dentro de 180 uma tigela, dentro de 240 uma locomotiva. Um planeta sozinho, com pelo menos quarenta graus vazios de cada lado, enquanto os outros nove cabem em 180, é uma alça. Dois trechos vazios de sessenta graus ou mais formam uma gangorra, e nenhum trecho maior que sessenta dá um respingo. Onde uma forma termina e a próxima começa é uma convenção, não uma lei, e cada astrólogo traça esses limites de um jeito um pouco diferente, por isso os números aparecem ao lado do nome.
O que ela afirma
Uma forma é lida como o tom geral de um mapa, antes dos detalhes: uma vida concentrada, uma dividida, uma dispersa. Esse é o jeito de falar da tradição, explicado aqui; a página mede o círculo e não prevê nada sobre a pessoa a quem o mapa pertence.
Como ler o resultado, com um exemplo
Os testes seguem uma ordem, feixe, tigela, balde, locomotiva, gangorra, respingo, e leque para o que sobrar, então um mapa recebe o primeiro nome em que se encaixa. Imagine nove planetas entre 0° de Áries e 0° de Virgem, um trecho de 150 graus sem nenhum vão maior que trinta entre eles, e o décimo a 20° de Sagitário, a 260 graus. Os trechos vazios de cada lado do décimo têm 110 e 100 graus, os dois acima de quarenta, e os outros nove cabem em 180, então a página indica um balde com esse planeta como alça, marcado em dourado na roda. Se o décimo for para 25° de Virgem, o vão ao lado dele cai para vinte e cinco graus: não há mais alça, os dez cabem em 175 graus e a forma é uma tigela. Os dados abaixo da roda mostram o trecho ocupado, o maior trecho vazio e de onde a onde ele vai.
Os elementos, as modalidades e os hemisférios
Abaixo da forma a página conta os dez astros por elemento, fogo, terra, ar e água, e por modalidade, cardinal, fixa e mutável, pelo signo onde cada um está. Urano, Netuno e Plutão ficam anos no mesmo signo, então pessoas nascidas com poucos anos de diferença dividem esses signos; o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus e Marte são os que mais tornam um equilíbrio pessoal. Num mapa natal com hora conhecida, a nota também conta os astros acima e abaixo do horizonte e dos lados leste e oeste. Esses hemisférios são os do mapa, não os da Terra: tanto faz nascer em Manaus ou em Porto Alegre, eles dependem das casas e, portanto, do minuto do nascimento.
Limites e confusões comuns
Só os dez astros entram na conta, não os ângulos, os nodos ou qualquer asteroide, então uma forma não precisa da hora de nascimento. Sem ela a Lua é colocada ao meio-dia, e como anda uns treze graus por dia pode ficar seis ou sete graus fora, o que só importa quando ela está na borda de um vão ou é a alça. Como os limites entre as formas são convenções, um mapa cujos planetas ocupam 182 graus está a dois graus de ser uma tigela, e as medidas dele dizem mais que o nome.
Os detalhes que se leem depois da forma estão no seu mapa astral. As figuras maiores que os aspectos formam, como o grande trígono e a T-quadrada, estão em Padrões de aspectos; o elemento e a modalidade de cada signo, em Os signos; e as casas que decidem os hemisférios, em As casas.
Perguntas frequentes
Quais são as sete formas de um mapa astral?
Marc Edmund Jones deu nome a sete padrões que os dez planetas formam no zodíaco: o feixe, todos dentro de um terço do círculo; a tigela, dentro da metade; o balde, uma tigela com um planeta sozinho do outro lado; a locomotiva, com um terço vazio; a gangorra, dois grupos frente a frente; o respingo, espalhados pelo círculo todo; e o leque, grupos desiguais. Esta página mede em qual padrão um mapa se encaixa e mostra os números.
O que é um mapa em forma de balde?
Um mapa com nove planetas dentro de meio círculo e o décimo sozinho, do outro lado da metade vazia, chamado alça. A astrologia lê o planeta da alça como a saída por onde o resto do mapa se derrama. Nesta página um planeta conta como alça quando tem pelo menos quarenta graus vazios de cada lado e os outros nove cabem em 180 graus.
O que significa a forma de tigela no mapa astral?
Na tigela todos os planetas ficam dentro de uma metade do círculo e a outra metade fica vazia. A tradição lê isso como um mapa que se agarra ao que tem e olha para o que falta. É um tom geral, antes de ler cada planeta separadamente, e não algo certo sobre uma pessoa; esta página mostra o trecho exato ao lado do nome.
Preciso da hora de nascimento para saber a forma do meu mapa?
Não. A forma vem da posição dos dez planetas no zodíaco, não das casas nem do ascendente. Sem hora de nascimento a página coloca a Lua ao meio-dia, o que pode deslocá-la seis ou sete graus e, de vez em quando, mudar a forma quando a Lua está na borda de um vão. Só a contagem de planetas acima e abaixo do horizonte precisa da hora.