Solstaria

Estrelas fixas

As estrelas também andam pelo zodíaco, cerca de um grau a cada setenta e dois anos, conforme o eixo da Terra gira devagar. Esta página coloca trinta estrelas brilhantes e de uso tradicional no zodíaco do seu nascimento ou de hoje, e encontra as que caem sobre os seus planetas.

Cada estrela na sua longitude, maior quanto mais brilhante, para fora do círculo tracejado da eclíptica quando fica ao norte dela e para dentro quando fica ao sul. As que passam de 48° ficam na borda da faixa. Os planetas estão no anel, ligados a qualquer estrela a menos de um grau.

Trinta estrelas

Ptolomeu descreveu as estrelas brilhantes pelos planetas com cuja natureza elas têm algo em comum, e astrólogos posteriores, entre eles Vivian Robson em 1923, mantiveram longas listas das estrelas perto do zodíaco. As trinta daqui estão entre as mais brilhantes e mais usadas: Aldebarã, Régulo, Antares e Fomalhaut, muitas vezes chamadas de as quatro estrelas reais, com Algol, Alcíone das Plêiades, Espiga, Sírius, Arcturus e outras. A precessão leva todas para a frente no zodíaco no mesmo ritmo, e é por isso que Régulo, a 29°50′ de Leão em 2000, passou para Virgem por volta de 2012.

Do Brasil várias delas se veem melhor do que da Europa, onde a tradição se formou. Canopus e Achernar, que de Lisboa não aparecem, sobem alto no céu de Porto Alegre e São Paulo; Antares passa quase a pino nas noites de inverno, e Sírius domina as noites de verão, perto das Três Marias. As Plêiades, onde fica Alcíone, são o Sete Estrelo, e no interior ainda se conta que a volta delas no céu da madrugada marca a época de plantar. É uma crença do campo; a página só dá as posições.

Como as posições são calculadas

A ascensão reta e a declinação de cada estrela para o ano 2000, como o catálogo SIMBAD as dá a partir das medições do Hipparcos, são convertidas em longitude e latitude eclípticas com a obliquidade daquele ano, 23,4392911°. Depois a longitude é levada até a data com uma precessão de 50,29″ por ano. Isso deixa de fora o movimento próprio de cada estrela, a nutação e a aberração, então as posições valem com cerca de um minuto de arco: Régulo, Aldebarã, Espiga, Antares, Fomalhaut e Sírius saem todas a menos de um minuto das posições publicadas para 2000. Um planeta ou ângulo a menos de 1° da longitude de uma estrela conta como conjunção. A latitude não entra nesse teste, então uma estrela muito ao norte ou ao sul da eclíptica fica em conjunção só no nome, e a página avisa. Os parans, que ligam estrelas e planetas que nascem, se põem ou culminam juntos, são outro método e não são usados aqui.

Lendo o resultado

A página abre no seu nascimento se houver um mapa salvo neste aparelho, e neste minuto se não houver. Aponte para uma estrela, ou chegue a ela com Tab, e a leitura dá o nome, a designação de Bayer, a magnitude, o grau no zodíaco e o quanto ela fica ao norte ou ao sul da eclíptica; quanto menor a magnitude, mais brilhante a estrela, então Sírius, com −1,46, brilha mais que Régulo, com 1,35. Estrelas sobre os planetas lista cada contato a menos de um grau, do mais próximo ao mais distante, com a distância real entre os dois no céu, e avisa quando ela passa de 5° e a conjunção é só em longitude. A tabela mostra as trinta na ordem do zodíaco. Doze pontos contra trinta estrelas com orbe de um grau dão em média uns dois contatos por mapa, então não achar nenhum, ou achar quatro, é normal.

Um exemplo

Régulo estava a 29°16′ de Leão em 1960 e a 0°06′ de Virgem em 2020. Quem nasceu no fim de agosto de 1960 com o Sol a 29°00′ de Leão tem o Sol a 16′ de Régulo, um contato fechado. Quem nasceu em 2020 com o Sol nos mesmos 29°00′ de Leão tem o Sol a 1°06′, logo fora do orbe, porque nos sessenta anos entre um e outro a estrela avançou 50′. É por isso que a página calcula as estrelas para a data de nascimento em vez de copiar uma tabela impressa para um só ano. Régulo fica a menos de meio grau da eclíptica, então o Sol passa mesmo perto dela; Sírius, a 14° de Câncer mas 39° ao sul da eclíptica, encontra um planeta no seu grau só no papel.

Confusões comuns

As estrelas se chamam fixas porque mantêm os lugares umas em relação às outras, não porque o grau delas no zodíaco fica parado. O zodíaco tropical é medido a partir do equinócio de março, que recua entre as estrelas, então uma lista de estrelas impressa décadas atrás está fora por uma fração de grau ou mais. No zodíaco sideral da astrologia védica as estrelas ficam quase onde estão, e essa é a diferença de fundo entre os dois sistemas. O grau de uma estrela no zodíaco também não é a constelação dela: Sírius pertence ao Cão Maior e Canopus à Quilha, caiam as longitudes delas no signo que for.

O que isso afirma

A tradição lê um planeta ou ângulo sobre uma estrela brilhante como algo tingido pelo caráter da estrela, descrito nos termos planetários que Ptolomeu usava: Aldebarã como Marte, Régulo e Antares como Marte e Júpiter, Espiga como Vênus com algo de Marte. Ela dá mais peso às estrelas brilhantes perto da eclíptica e aos contatos fechados. Isso é a descrição de uma prática antiga; as posições são astronomia, e nada nesta página prevê coisa alguma.

Onde isso se encaixa

A tradição lê um contato com uma estrela junto com o signo, a casa e os aspectos do planeta no mapa natal, não sozinho. O que cada planeta representa está na página dos planetas, e os antiscios são outra forma antiga de achar ligações entre graus.

Perguntas frequentes

O que são estrelas fixas na astrologia?

São as estrelas propriamente ditas, em oposição aos planetas, que os gregos chamavam de estrelas errantes. Algumas dezenas de estrelas brilhantes perto do zodíaco são usadas desde Ptolomeu, que descreveu cada uma pelos planetas com cuja natureza ela teria algo em comum. Um planeta ou ângulo no mesmo grau zodiacal de uma estrela brilhante é lido como algo tingido pelo caráter dessa estrela. Esta página coloca trinta delas no zodíaco de qualquer data.

Por que as posições das estrelas fixas mudam com o tempo?

O zodíaco que a maioria dos astrólogos ocidentais usa é medido a partir do equinócio de março, e esse equinócio recua devagar contra as estrelas à medida que o eixo da Terra gira, uma volta em cerca de 25.800 anos. Medida a partir desse ponto de partida que se move, a longitude de cada estrela cresce uns 50 segundos de arco por ano, ou 1° a cada 72 anos. As estrelas também se movem muito pouco por conta própria, o que esta página deixa de fora por não pesar dentro de um orbe de um grau.

Onde está Régulo no zodíaco agora?

Régulo, Alfa Leonis, estava a cerca de 29°50′ de Leão em 2000 e passou para Virgem em 2012. Em 2026 está a cerca de 0°12′ de Virgem, e avança um minuto de arco mais ou menos a cada catorze meses. Fica a menos de meio grau ao norte da eclíptica, então o Sol passa quase por cima dela todo ano, por volta de 23 de agosto. No Brasil ela aparece bem nas noites de outono, entre março e maio. É uma das quatro estrelas muitas vezes chamadas de reais, com Aldebarã, Antares e Fomalhaut.

Que orbe se usa para conjunções com estrelas fixas?

Os astrólogos que usam estrelas fixas discordam: alguns dão mais margem às estrelas mais brilhantes, e outros mantêm todo contato dentro de um grau. Esta página conta um planeta ou ângulo a menos de 1° da longitude de uma estrela. Ela também dá a distância real entre os dois no céu, porque uma estrela muito ao norte ou ao sul da eclíptica pode dividir o grau zodiacal de um planeta e estar a dezenas de graus dele.